terça-feira, 11 de setembro de 2007

Aflição

Hoje quero falar sobre a aflição, esse sentimento tão ambivalente. É algo muito presente para mim neste momento, mas nem por isso acho fácil dizer se gosto ou não de estar aflito.

Pois a aflição é o remédio para a estagnação. Nos proporciona um motivo para querer ser mais felizes. Mas o preço é alto. Aflição é a sensação de que "não está certo". No fundo, é o que nos move e motiva, aquele "sopro" de saber que mudanças na situação atual são sim possíveis e desejáveis, é a força que nos impede de estar sempre submissos e conformados.

E é também um dos principais motivos por que é tão difícil reconhecer o que é "bom" ou "mau" em situações concretas. Pois por si só, a aflição é um tormento - e no entanto, acontece com frequência de ser "ouvindo" esse tormento e agindo de acordo com ele que se alcança as verdadeiras soluções.

Aflição é sempre uma agressão, uma violência. E como toda agressão, tem o propósito de provocar tranquilidade. Aflição nada mais é do que a vontade de resolver o conflito entre o mundo como ele existe e o mundo como desejamos que ele fosse. Tentar reprimi-la não adianta, e de fato complica a situação, pois só ajuda a tornar mais clara e presente a existência desse conflito.

Aflição se vive, se sublima ou se atende, mas não se pode "vencê-la". Oh, não. Não faz sentido algum querer vencer uma aflição. Podemos tentar conviver bem com ela, mas essa é uma estratégia muito sofrida. No fundo não é mais do que um medo masoquista de viver mudanças. Ou podemos em vez disso abraçar a aflição, resolvê-la, aceitar o desafio que ela nos traz com o coração aberto; por último, também é possível que em algum momento percebamos que não temos os meios de resolvê-la nem no presente nem no futuro, a não ser que façamos dessa aflição parte de nós, que nos deixemos marcar de forma permanente por ela.

As aflições sempre nos mudam, a não ser quando conseguem mudar em vez disso o mundo à nossa volta. São elas as tendências kármicas que constroem no Samsara, e é por esse motivo que para trilhar um caminho espiritual precisamos alcançar um mínimo de serenidade, resolver nossas aflições.


por Rafael Soares

O HOMEM QUÂNTICO

Depois do lançamento, em 1975, do livro “Tao da Física”, de Fritjof Capra, temos nos deparado com conceitos obscuros como “cura quântica”, “consciência quântica”, “sexo quântico”, entre outros delírios quânticos. Nesta obra, Capra compara, por exemplo, a dança de Shiva – deus hindu que personifica as mutações do Universo – com os movimentos das partículas subatômicas descritos pela mecânica quântica. E a dualidade onda-partícula, pelo calcar de suas analogias, acaba se transformando em uma unidade Ying/Yang. Grande parte das filosofias e misticismos orientais, a parapsicologia, o curandeirismo e outras crenças foram, então, “consolidadas” e pregadas como verdades por seus seguidores e divulgadores. Que pessoa comum duvidaria da imponência da física moderna?

O resultado: livrarias recheadas de encadernações místicas (que vendem muito bem, obrigado); a mídia dando espaço a todo tipo de charlatanismo; terapias alternativas pipocando como nunca; pessoas lesadas financeiramente todos os dias e o mundo mergulhando num obscurantismo sem precedentes. Tudo por causa da interpretação equivocada da charmosa mecânica quântica.

Há 40 anos, Richard Feynman, que foi autoridade nesta ciência, disse:
“Houve uma época em que os jornais diziam que só havia doze pessoas no mundo que entendiam a teoria da relatividade. Acho que essa época nunca existiu. Pode ter havido uma época em que só uma pessoa entendia, porque foi o primeiro a intuir a coisa e ainda não havia formulado a teoria. Mas depois que as pessoas leram o trabalho, muitas entenderam a teoria da relatividade, de uma maneira ou de outra; certamente mais que doze. Por outro lado, acho que posso dizer sem medo de errar que ninguém entende mecânica quântica.”

O que Feynman disse ainda vale. Não entendemos a mecânica quântica pelo fato de que o mundo das partículas subatômicas contradiz toda a nossa intuição e concepção do mundo natural. Em nível microscópico o universo se torna um lugar bizarro e alucinante, onde partículas podem estar em muitos lugares simultaneamente, atravessar barreiras sólidas ou não se importarem com distâncias ou espaço-tempo. Mas estes fenômenos só acontecem no microcosmo e, para um organismo complexo, formado por muitas partículas diferentes, as leis da mecânica quântica se tornam irrelevantes. A Física clássica descreve com precisão espantosa o nosso cotidiano e não é preciso recorrer à apelos quânticos para justificar um “déjà vu”, um sonho extravagante ou eventuais experiências pessoais que julgamos não poderem ser descritas pela ciência atual. De explicar esses estados emocionais as neurociências têm dado conta, mas sabe-se que ainda há um longo caminho a percorrer para compreender mais a mente humana.

E tudo começou com um forno!

Os primeiros passos da teoria quântica começaram no início do sec XX. Por meio dos conhecimentos da termodinâmica na época, cientistas tentaram medir a energia total dentro de um forno aquecido a uma certa temperatura. Só que os cálculos revelavam que esta energia era infinita!

Uma onda, que sempre transporta energia, tem sua amplitude, frequência e comprimento. Quanto maior a frequência, maior a energia transportada, consequentemente, quanto menor o comprimento de onda, maior a energia envolvida. No interior do forno, segundo se pensava, todos os comprimentos de onda eram possíveis. Desse modo, a energia seria infinita e isso era inadmissível. Então, Max Plank entrou em cena e propôs que quando se trata de energia, frações não são permitidas. Havia um limite mínimo de energia a ser transportada, em pacotes, os famosos quanta. E este limite é proporcional à frequência da onda em questão (este postulado lhe rendeu o Nobel em 1918).

Nascia então a constante de Plank: = 1.05x10^-34 kg.m²/s - note que este número é pequeno demais e só se aplica em escala atômica. E funcionava com incrível exatidão, embora não se soubesse bem como.

A Dualidade Onda-Partícula

No início do sec XIX, Thomas Young demonstrou a natureza ondulatória da luz num experimento simples, mas que deixou abalados os conceitos newtonianos sobre a luz como sendo pontual. A experiência consistia em “jogar” um feixe de luz em uma placa perfurada com duas fendas paralelas. Atrás desta placa, Young colocou um filme que registrou um padrão de faixas claras e escuras. Quando se tampa uma das fendas o padrão registrado no filme é uma faixa clara “impressa” pelos fótons que ali incidiram. Agora, quando abrimos as duas fendas o que esperamos ver, são duas faixas impressas, certo? Mas não é isso que acontece. No filme fica impresso um padrão contínuo de várias faixas escuras e claras, o que só pode ser explicado se a luz se comportar como onda - em 1860, as equações de Maxwell demonstraram que a luz era uma onda eletromagnética.

Quase trinta anos depois, o físico Heinrich Hertz observou que alguns metais liberavam elétrons ao serem atingidos por um feixe de luz – o efeito fotoelétrico. Em 1905, Einstein sugeriu que, se aplicássemos a noção de que a luz também só pode ser transportada em quantas poderíamos entender os mecanismos do efeito fotoelétrico. Cada quanta corresponderia a um fóton, ou seja, a uma partícula de luz (e Newton descansou em paz). A luz seria um feixe de fótons, de partículas de luz. O gênio estava certo.

Normalmente, os átomos se encontram no estado fundamental, isto é, com seus níveis de energia bem estabelecidos. Elétrons nos estados de maior energia estão mais afastados do núcleo atômico e os de menor, mais próximos. Quando um átomo absorve energia eletromagnética, os seus elétrons mais externos são excitados para estados de energia mais altos – o salto quântico. Mas, estes elétrons tendem a voltar a seus estados “normais” e num intervalo de tempo da ordem de 10^-8 s. Nesta transição, um fóton é liberado.

No caso do efeito fotoelétrico, a energia absorvida por um átomo é em forma de luz e cada fóton tem energia do “tamanho exato” para fazer com que um elétron seja liberado. Evidentemente a luz, então, tem propriedades ondulatórias e se propaga segundo elas, e propriedades corpusculares que governam as interações entre luz e matéria. Isto é muito bem definido e conhecido pelos cientistas que, em seus laboratórios, desenvolvem tecnologia usando as leis da mecânica quântica o tempo todo. Essas tecnologias estão em toda parte, desde os computadores, telecomunicações, e até no aparelho de som.

Vê-se, então, que a luz – ou qualquer partícula portadora de energia e momento - se comporta como uma onda, o que é visto na experiência das duas fendas, e como partícula, o que é claramente conhecido através do efeito fotoelétrico, por exemplo. Mas este caráter dual da matéria não pode ser compreendido completamente com base no conhecimento que construímos a partir das nossas experiências macrocósmicas, num mundo que é composto de objetos bilhões e bilhões de vezes maior que um elétron.

Um outro ponto da teoria quântica em que os místicos se detém, é o Princípio da Incerteza de Heisenberg (1927), que diz não ser possível prever a posição e o momento de uma partícula com exatidão. Existe uma onda, descrita pela equação de Schroedinger, que define o local mais provável onde ela se encontra. Qualquer procedimento que seja usado para observarmos uma partícula assim, invariavelmente afetará a sua posição, já que os instrumentos óticos, de uma forma ou outra, terão que usar alguma energia para torná-lo observável.

Segundo o princípio da incerteza, é possível que alguém atravesse uma parede de concreto. Mas a chance disso ocorrer é menor do que se ganhar na mega-sena consecutivamente por décadas a fio. Então, é mais sensato duvidar de fenômenos paranormais, mesmo porquê, no princípio da incerteza, à medida em que se aumenta a escala, os efeitos são menos observáveis e prováveis. Se as leis da mecânica quântica fossem aplicáveis ao nosso mundo, fenômenos bizarros seriam tão comuns que para nós, seria normal estar em dois lugares ao mesmo tempo, por exemplo (quem dera!).

Quando Einstein ganhou o Nobel pelo seu trabalho sobre o efeito fotoelétrico não poderia conceber todas as aplicações que aquelas fórmulas poderiam ter um dia. Estamos cercados de máquinas quânticas. Tome-se como exemplo (só um de incontáveis), o laser. Ele foi projetado a partir das leis da mecânica quântica, está presente em nosso dia-a-dia nos leitores dos caixas de supermercados, nos toca-cds e nem nos damos conta disso.

É triste observar que, enquanto cientistas incansáveis materializam as leis da mecânica quântica em bens e facilidades para o mundo, os desvarios de pessoas, sejam elas bem ou mal intencionadas – não importa a intenção, mas os efeitos disso são devastadores -, criaram um mercado absurdamente lucrativo e promissor. Sistematicamente o termo “quântico” é usado para vender pseudo-ciências.

Talvez somos humanos quânticos num sentido poético. Em nossa imaginação, criamos os mais loucos mundos; viajamos no tempo lembrando do passado ou sonhando com certos amanhãs; nos transportamos para outros lugares; percorremos várias possibilidades de caminhos que nem foram trilhados e nunca o serão, mas que desejávamos tanto...

E o Universo segue seu curso alheio às nossas vontades e abstrações.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Lei de Atração

A Lei da Atração é uma teoria associada aos movimentos Nova Era e Novo Pensamento, a qual sugere que os pensamentos positivos efetivamente se traduzem em realidade para as pessoas que os cultivam.

Assim, a Lei da Atração diz que os pensamentos criam um campo energético que é irradiado para o exterior, atraindo pessoas e situações como se cada um fosse um ímã.

A Lei da Atração procura se apoiar em conceitos da física quântica, mas contraditoriamente, os campos energéticos criados pelo pensamento funcionam exatamente o oposto dos campos energéticos da Física quântica, onde campos positivos atraem partículas negativas. Ver Força elétrica.

Dessa forma, pensamentos positivos atraem pessoas e circunstâncias idênticas, o mesmo acontecendo com os negativos. A Lei da Atração considera que se alguém tiver uma idéia bem definida do objetivo pretendido e a mantiver mentalmente, então, surgirão as oportunidades certas para a concretização daquilo que se pretende alcançar.

O desejo e o medo são sentimentos que atraem tanto aquilo que se pretende como o que se teme. Por isso, a forma de evitar o indesejado é não lhe dando relevância. O medo tem uma força de atração muito grande, e deve ser evitado. origem - a lei da atração surge no mundo agora somente por um motivo, porque as pessoas estão preparadas e realmente dispostas a usufruírem de suas maravilhosas propriedades. a lei da atração diz que vivemos em um universo vibracional e fazermos parte desse todo e nunca estaremos excluidos. Nossos pensamentos a partir do momento em que potecializamo-os através de nossas emoções e intenções eles automaticamente se transformam em forte e eficazvibração que emana para o Universo. O QUE VOCÊ PENSA, VOCÊ SENTE , O QUE VOCÊ SENTE , VOCÊ VIBRA , O QUE VOCÊ VIBRA, VOCÊ ATRAI PARA SI TUDO O QUE DESEJA, SOMOS SERES VIBRACIONAIS QUE INTERAGEM NO UNIVERSO. NO MUNDO TUDO É VIBRAÇÃO, E TUDO SE ATRAI ENTRE SUAS SEMELHANÇAS LATENTES, O SOM É UMA VIBRAÇÃO. AS ONDES DE RADIO, DE TV, A ALETRICIDADE, AS CORES VIBRAM, OS ATOMOS , AS MOLÉCULAS, AS CÉLULAS, TUDO ESTA EM VIBRAÇÃO CONTINUA.

Relacionada com a Lei da Atração encontra-se, também, a Lei da Correspondência.

Se você quiser saber mais e ter um contato com uma visão mais crítica sobre este assunto, além de ler o livro The Secret(O Segredo), da escritora australiana Rhonda Byrne, conheça também outros que tratam do mesmo tema, como Lei da Atração, o Segredo Colocado em Prática, de Michael J. Losier e Verdades e Mentiras Sobre a Lei da Atração, de Philip Hill.


Eu penso! e vc?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O Gênio da Alquimia





















Considero que, no trabalho esotérico, fabricar um centro da gravidade permanente realmente não é tudo. Precisamos de algo mais...

Se alguém quiser adquirir o direito de viver em qualquer planeta do sistema solar, se alguém quiser viajar pelos mundos que constituem o sistema solar, deve trabalhar no sentido de criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, isto é, criar os corpos planetários dentro de si próprio.

Quando alguém quer fabricar o Corpo Astral, precisa forçosamente trabalhar no Nona Esfera. Que é a Nona Esfera? Todo estudante esoterista sabe que a Nona Esfera é o sexo e tem sua correspondência com o centro da Terra. No centro da Terra, está o Santo Oito colocado de forma horizontal; ele é de ouro puro. Ali encontramos o cérebro, o coração e o sexo do gênio planetário: Melquisedeque. Todas as forças que fluem neste planeta estão orientadas de acordo com o Santo Oito.

O ser humano tem cérebro, coração e sexo. A luta é terrível: cérebro contra sexo e sexo contra cérebro.

Quando o sexo vence o cérebro, a estrela de cinco pontas, que é o ser humano, cai de cabeça para baixo.

Precisamos transmutar a energia criadora, para formar os Corpos Existenciais Superiores do Ser. O esperma sagrado é chamado de azougue na alquimia, o mineral em forma bruta; a partir dele se consegue fabricar o Mercúrio da Filosofia Secreta.

O mercúrio é a alma metálica do esperma sagrado. Para fabricar esse mercúrio, faz-se indispensável a NÃO EJACULAÇÃO DO ENS SEMINIS, isto é, da ENTIDADE DO SÊMEN; o desejo refreado transmuta o esperma sagrado em energia criadora. Esta energia é o famoso Mercúrio dos Sábios.

O mercúrio, ou água mercurial, é visível para o sentido da auto-observação psicológica. Inquestionavelmente, esse sentido também recebe o nome de clarividência.

A água mercurial no princípio é negra, mas quando se refina através do Sacramento da Igreja de Roma, isto é, através do Sacramento do Amor, torna-se branca.

Se continuamos refinando, através do Sacramento da Igreja de Roma, através da cúpula química e metafísica, está água mercurial torna-se amarela. Se continuamos o trabalho místico, tal água amarela ou mercúrio propriamente dito recebe o enxofre. O enxofre é o Fogo .

Quando o Fogo Sagrado desperta, o enxofre se liberta da cápsula onde estava encerrado e se mistura com o mercúrio, formando um remoinho de forças que sobem pelo canal medular da espinha. O enxofre (fogo) e o mercúrio (água) são o vitríolo dos sábios.

O azougue deve subir pela espinha dorsal até o cérebro. O excedente desse azougue ou vitríolo dever se cristalizar, mediante a lei da oitavas, em um corpo astral, pode-se viajar por todo o planeta e pelo sistema solar. Muito mais tarde no tempo, esse mercúrio irá se cristalizar, mediante uma oitava superior, em um corpo mental. O corpo mental captura toda a sabedoria da natureza. Por último, temos que esse mercúrio se cristaliza tomando a forma do corpo causal ou corpo da vontade consciente.

Quando alguém tem os corpos astral, mental e causal adquire o direito de receber os princípios anímicos e espirituais do Ser, convertendo-se em um homem real. Ele criou dentro de si um sistema solar, mas ainda não é um Homem Solar, simplesmente é um Homem, porque tem os Corpos Existenciais Superiores do Ser.

Se esse Homem quiser progredir mais e se converter em Homem Solar, forçosamente terá de formar o sol psicológico dentro de si, assim como precisou, para criar um sistema solar, fabricar os planetas psicológicos representados pelos Corpos Existenciais Superiores do Ser.

Se queremos nos converter em homens solares, temos que fabricar o sol psicológico em nós mesmos. Para conseguir isto, precisamos nos integrar com o Logos.

Um códice muito antigo diz que: Os Deuses criaram os homens de madeira e, depois de havê-los criado, uniram-nos com a divindade. Em seguida acrescenta: Nem todos os homens conseguem se unir à Divindade.

Se os homens querem se converter em homens solares, terão de se unir com a divindade. Só conseguem se converter em homens solares aqueles que alcançam fixar o Ouro nos corpos existenciais. Se eliminamos a totalidade dos elementos indesejáveis da nossa psique, os defeitos que possuímos, então os corpos existenciais convertem-se em veículos de ouro da melhor qualidade, ouro real, ouro verdadeiro.

O esperma sagrado de um Jesus de Nazaré ou de um Hermes Trismegisto, ainda que você, querido leitor, não acredite, é de ouro, leva ouro, ouro puro da melhor qualidade. Homens desta estatura já têm o Exiohehari (energia criadora) convertido em ouro. Homens da estatura de Quetzalcóatl, de Gautama o Buda Sakiamuny, etc., que transmutaram em seus corpos existenciais o esperma em ouro puro, obviamente têm o Cristo, o Verbo, a Palavra, o Logos, o próprio Deus, em seu interior.

Portanto, uma criatura assim é um homem solar, unido à divindade solar.

A história fala-nos de muitas divindades solares, gente que possui os corpos de ouro puro. Fala-se de homens solares porque eles fabricaram o sol dentro de si. Um homem que fabricou seus corpos existenciais e quer se converter em homem solar tem de tornar a descer à Nona Esfera (magia sexual) para fabricar o ouro em seus corpos. Eles baixam em forma física. Com justa razão alguém disse: Sobe da terra ao céu e de novo volta a descer, assim os poderes de cima e de baixo venceram toda coisa finita e toda coisa infinita. Ali está a chave de todo poder.

Se um homem solar quiser se converter em homem galáctico, que deve fazer? Obviamente, terá de fabricar a galáxia psicológica dentro de si, terá de descer para trabalhar na Forja Acesa de Vulcano. Ali, nessa forja, fabricará a galáxia psicológica. É assim como obterá corpos galácticos e poderá viver na capital da galáxia, no sol central Sírio.

Ao redor de Sírio, giram milhões de constelações. Nossa galáxia é enorme e sua capital é Sírio. Ao redor do planeta Sírio gira uma lua cinco mil vezes mais densa que o chumbo. Se o sol central Sírio tem a energia para o supracéus de toda galáxia, não há dúvida que a lua que gira ao redor de Sírio tem a energia para as infradimensões da galáxia.

Tomar corpo físico em Sírio é para os Deuses; em Sírio não se dão corpos aos seres comuns e normais, somente aos Deuses.

Isto quer dizer que os habitantes de Sírio são todos Deuses. Seus corpos são relativamente pequenos, quando muito meio metro, são delgados e suas faculdades estão unidas às de seus Deuses.

Não cometeram o erro dos terrícolas de construir cidades. Na Terra tem-se essa ridícula tendência de todos se apinharem em urbes, em povoações. Nos planetas avançados não há cidades como no nosso. Os habitantes fizeram de Sírio uma enorme cidade, vivendo nos campos e nas montanhas. Cada casa tem seu jardim e sua horta onde cultivam os alimentos; não lhes agrada destruir árvores. Sírio tem mares enormes, imensos e profundos.

Em Sírio encontramos a Igreja Transcendida, como nós ,os gnósticos, a chamamos. Um maravilhoso caminho conduz-nos à Igreja Transcendida. De um lado, vê-se uma enorme rocha de um a dois milhões de metros de diâmetro. Dentro do templo reina uma temperatura deliciosa. As paredes são de cores branca e negra, representando a luta entre a luz e as trevas. Tem dois altares representando a dualidade da existência. Criaturas inefáveis de todo o Cosmos reúnem-se periodicamente em Sírio para celebrar isto que chamamos a Semana Santa, para reviver o drama cósmico. Isto é grandioso!

Portanto, para tomar corpo em Sírio, é preciso ter chegado à estatura de Homem Galáctico. Só assim se tem o direito de tomar corpo em Sírio. Este é o futuro que nos espera, àqueles que desejam percorrer este Caminho. As pessoas se entusiasmam muito no início, depois já não lhes interessa mais este caminho esotérico. Francamente, gostaria muito de encontrar todos vocês por lá. Muito me alegraria encontrá-los na Igreja Transcendida.

Em minhas viagens astrais, sinceramente, não me deixaram passar além de Sírio. Para poder passar além de Sírio, isto é, para poder sair desta galáxia, precisa-se fora de dúvida criar em si próprio o espaço infinito, que eu chamo Espaço de Einstein; um infinito psicológico. Se um Homem Galáctico quiser, por exemplo, viver em qualquer região do espaço infinito, se pretender sair desta galáxia, precisará forçosamente, descer outra vez à Nona Esfera, descer outra vez nos mundos infernais por um tempo, para trabalhar com os demônios afim de formar os corpos que permitam estar em espaços infinitos; precisará cristalizar em si mesmo um espaço infinito psicológico com atributos e qualidades psicológicas.

Qualquer criação é feita sexualmente. Tomem por exemplo uma flor; não pensem que surgiu assim do nada.

Obviamente, foi necessário o sexo para que surgisse. Todos os seus órgãos, tanto masculinos como femininos foram criados através do sexo.

A mesma coisa acontece com os animais e com o homem.

Assim, para criar um infinito psicológico, temos de descer à Forja dos Cíclopes (magia sexual). Criado o infinito psicológico, ganharemos o direito de sair da galáxia e viver em qualquer galáxia do infinito. Ninguém poderá sair da galáxia sem antes formar dentro de si um espaço psicológico infinito. Adquirido este direito, converte-se em Homem Intergaláctico. Ao chegarmos a estas alturas abrem-se dois caminhos diante de nós: submergir no seio do Eterno Pai Cósmico ou passar a outro infinito, a fim de se converter em habitante de todos os mundos, seguindo obviamente o caminho dos cosmocrátores ou criadores de mundos.
Falando agora na linguagem da PISTIS SOPHIA, direi que quem decide estas coisas é o Ancião dos Séculos, o Logos. Quem manda é o Velho dos Séculos. Com muito prazer me deixaria absorver no seio do Eterno Pai Cósmico Comum. Assim penso eu, porém ... o que diria o Ancião dos Dias?

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Egoismo: Um mal terrivel!

O Egoísmo:


O egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antônimo de altruísmo.


Egoísmo e Egocentrismo

O egocentrismo caracteriza-se pela fantasia de imaginar que o mundo gira em torno de si, tomando o eu como referência para todas as relações e fatos. Uma pessoa egoísta pode não ser egocêntrica, uma vez que luta para fazer com que os fatos se amoldem a seus interesses. A pessoa egocêntrica é egoísta, no sentido de que não consegue imaginar que não seja ela a prioridade no mundo em que vive. O egocentrismo é próprio da infância, como passagem para que a criança possa aprender a noção de referência a partir do eu e então aprender a criar outras referências que não o si mesmo.

Natural ou Adquirido?

Há controvérsia se o egoísmo é uma característica natural humana ou se é um hábito adquirido, como um vício moral da pessoa. A psicologia do desenvolvimento observa que a infância se caracteriza pela passagem de uma atitude naturalmente egocêntrica - em que a criança tem por referência seu organismo e suas necessidades - para uma atitude social e interativa. Deste modo, o egoísmo seria a recusa da pessoa em deixar essa fase infantil, uma luta por manter viva a fantasia do egocentrismo. Naturalistas, como Richard Dawkins, postulam a base natural do egoísmo a partir da tendência dos replicadores do organismo se associarem apenas segundo o interesse de passar à próxima geração de organismos. É a hipótese do gene egoísta, ou seja, de que os mecanismos genéticos de reprodução agem com fins imediatos e egoístas. O altruísmo seria uma legitima construção cultural e humana.

o egoísmo é bom uma vez que traz para a sociedade o desenvolvimento, não podemos esperar que todos respeitem todos e sim impor respeito, para que todos possam viver sem culpa, a culpa é inimiga número um do egoismo, niguem deve viver esperando agradar mais aos outros do que a si mesmo, as pessoas que agradam aos outros podem querer retribuição e não a tendo acontece a culpa, só o egoísmo pode libertar.

"Fui, em momento passado, mas presente em coração, fiz sofrer, humilhei e destruí. Nem ao menos olhei nos olhos... estava absorto em meu objetivo, frio em minha decisão. Fiz esperar. Com o peso nas costas, os olhos brilhando de esperança e de felicidade. Apenas recusei, abandonei, nem sequer olhei nos olhos. Os olhos pequenos, simples e humildes, lacrimejaram e perderam a confiança e a esperança.

Humilhei, destruí."


Dentre os vícios, o que se pode considerar radical, temo-lo dito muitas vezes: é o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo. Por mais que lhes deis combate, não chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe houverdes destruído a causa. Tendam, pois, todos os esforços para esse efeito, porquanto aí é que está a verdadeira chaga da sociedade.

Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.

  • O egoísmo é a fonte de todos os vícios,

  • como a caridade o é de todas as virtudes.

Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.

Por ser inerente à espécie humana, mesmo assim, o egoísmo não constituirá sempre um obstáculo ao reinado do bem absoluto na Terra. É exato que no egoísmo tendes o vosso maior mal, porém ele se prende à inferioridade dos Espíritos encarnados na Terra e não à Humanidade mesma. Ora, depurando-se por encarnações sucessivas, os Espíritos se despojam do egoísmo, como de suas outras impurezas.

Há muito mais homens isento de egoísmo e praticante da caridade do que supondes. Apenas, não os conheceis, porque a virtude foge à viva claridade do dia. Desde que haja um, por que não haverá dez? Havendo dez, por que não haverá mil e assim por diante?

Longe de diminuir, o egoísmo cresce com a civilização, que, até, parece, o excita e mantém, tornando-se difícil imaginar como poderá a causa destruir o efeito. Porem, quanto maior é o mal, mais hediondo se torna. Era preciso que o egoísmo produzisse muito mal, para que compreensível se fizesse a necessidade de extirpá-lo. Os homens, quando se houverem despojado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, sem se fazerem mal algum, auxiliando-se reciprocamente, impelidos pelo sentimento mútuo da solidariedade. Então, o forte será o amparo e não o opressor do fraco e não mais serão vistos homens a quem falte o indispensável, porque todos praticarão a lei de justiça. Esse o reinado do bem, que os Espíritos estão incumbidos de preparar.


De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre:

O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominante sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. Destruindo essa importância, ou, pelo menos, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoísmo.

O choque, que o homem experimenta, do egoísmo os outros é o que muitas vezes o faz egoísta, por sentir a necessidade de colocar-se na defensiva. Notando que os outros pensam em si próprios e não nele, ei-lo levado a ocupar-se consigo, mais do que com os outros. Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensam. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contacto.

Em face do atual extravasamento de egoísmo, grande virtude é verdadeiramente necessária, para que alguém renuncie à sua personalidade em proveito dos outros, que, de ordinário, absolutamente lhe não agradecem. Principalmente para os que possuem essa virtude, é que o reino dos céus se acha aberto. A esses, sobretudo, é que está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que, no dia da justiça, será posto de lado e sofrerá pelo abandono, em que se há de ver, todo aquele que em si somente houver pensado

Fundando-se o egoísmo no sentimento do interesse pessoal, bem difícil parece extirpá-lo inteiramente do coração humano. Mas, à medida que os homens se instruem acerca das coisas espirituais, menos valor dão às coisas materiais..

` O egoismo é mal , vivemo s em sociedade pensem nela como sendo vocês mesmos!


Um abraço, tou deixando um poema ae de egoismo como exemplo desse mal social

Rafael


Egoísmo

Não escrevo
Paro
Penso
Não sei que dizer
Não sei que escrever
As palavras não saem
Estou mudo na escrita
Sem saber
Sem querer
Cá estou
Na caneta
No papel
Na alma

Sou som
Sou visão
Sou a onda do mar que se desmancha na areia
Sou luz
Sou escuridão
E penso
E hesito
Não escrevo

Paro
Nada sai
Nada escrevo
Perco-me naquilo que não sei dizer
Naquilo que quero dizer mas não sai
Sou alma
Penso em ti
Paro
Suspiro
Não escrevo

Sou saudade
Sou sonho
Penso em ti
Em como te vejo com os olhos fechados
E continuo
Sem escrever
Sem dizer
Não sei
Não digo

Paro
Penso em ti
Sonho
Toco em ti sem aqui estares
Estou confuso
Sou confusão
Sou tranquilidade
Sou lembrança
Sou o papel e a caneta
E penso em ti
Naquilo que somos
Naquilo que não escrevo

Tu és
Eu sou
E não sei
Não digo
Não sei que escrever
E avanço
Recuo
Paro
E chego a um ponto que não sei que mais escrever
E penso em ti

Escrevo
Paro
Não sei
Não digo
É só meu

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O Dinheiro e o Sapiens

Money get back,

reprodução
Mammon, folhado a ouro
Se algum dia alguém der prosseguimento naquela conhecida classificação que dividia a evolução da humanidade em Idade do Bronze, Idade do Ferro, terá que convir que definitivamente vivemos na Idade do Dinheiro, tendo Mammon, o deus pagão da riqueza, como sua divindade inconfessa. Cabe aos intelectuais de agora reconhecer o fracasso, seu e de todos aqueles que os antecederam.

Sim porque durante séculos mobilizaram-se, em tempos diversos, para denunciar os perigos do mundo mercantilizado, onde tudo corria ao som do tilintar das moedas. Entre os clássicos, Aristóteles por exemplo , na sua classificação das formas de viver exposta na Ética de Nicômaco, nega-se a considerar o negócio como uma atividade digna do ser humano e que o que a tal se dedicava "é um homem que está fora da natureza".

Não foi diferente entre os grande nomes da patrística e da teologia cristã, como São João Crisóstomo, Santo Agostinho ou São Tomás de Aquino que viam na usura, "a ganância sem causa", praticada pelos mercadores, uma atividade vil, tanto que é que Jesus expulsou do templo tal tipo de gente. Somente justificada se fosse acompanhada por um ato de caridade, porque o comércio, seja ele qual for, "encerra certa torpeza".

Sem Palácios de Cristal

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Adorando o bezerro de ouro, a única cerimônia universal da humanidade (Tela de N.Poussin)
Quem não imprecou contra o poder do dinheiro, quem não lançou pragas e maldições contra o pérfido metal? Os anarquistas do século passado ,os militantes socialistas e os pensadores marxistas, foram talvez a última e inútil insurgência contra o total predomínio do mundo argentário.

Porém o comportamento da humanidade decepcionou a todos eles. Ao contrário dos que planejavam para ela Palácios de Cristal, mundo perfeitos onde a miséria seria desconhecida, ela mostrou-se apenas singelamente interessada no seu bem-estar material mais rasteiro, sendo que entendeu que a melhor forma de alcançá-lo era exatamente pela exacerbação das relações mercantis, em transformar tudo num imenso armazém, em deixar-se arrastar pela simples lógica do dinheiro.

O choque maior para os intelectuais contestadores e para os teólogos inconformados de hoje é de que percebem que o crescente mercantilismo não tornou o homem sorumbático ou depressivo, como imaginavam que fatalmente iria ocorrer. Facilmente verifica-se em qualquer lugar que as pessoas orgulham-se e sentem-se até honradas em se verem consideradas como uma mercadoria, em venderem, caso sejam famosas, a sua imagem para um anúncio publicitário qualquer . Nem mesmo por isso consideram-se aviltados ! Ao contrário, ficam felicíssimos em serem considerados alvo desse tipo de atenção e da popularidade daí decorrente. Isto demonstra o enorme equivoco, a imensa alienação, que as melhores cabeças de todos os tempos incorreram ao avaliar incorretamente os sentimentos gerais da maioria das pessoas em relação às coisas materiais e aos bens que pretendiam ter.

As três barreiras contra o negócio

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Cristo expulsando os mercadores do templo

Diga-se que a triunfante visão negocista que ora manifesta-se soberana pelo mundo inteiro, teve que enfrentar, ao longo dos tempos, três grandes barreiras culturais e mentais que se lhe antepuseram: a da filosofia clássica com seu preconceito contra o Negócio; a da teologia cristã e seus anátemas contra a Usura; e o da doutrina marxista condenado o Capital. Porém, com o tempo e com pertinácia, venceu a todas elas, superando ou removendo os entraves da filosofia, da religião e da ideologia.

E, talvez, a razão da sua vitória deve-se a que a percepção mercantilista das coisas, a maneira de ver o mundo pelos cifrões e pela contabilidade de lucros e perdas, é que nunca atribuiu aos homens valores superiores, transcendentais. Nunca os viu com olhos de fantasia, nem depositou neles grandes expectativas. Sempre os enxergou como realmente são: um amontoado de pobres diabos carentes de tudo, movidos pelas coisas comezinhas, rasteiras e sem sabores que os cerca e que ficam imensamente gratos em poder consumir qualquer coisa, em exibirem-se frente aos outros com as coisas de compraram, substituído sem grande remordimentos o shopping center ou a loja de departamentos pela igreja ou pelo encontro político-partidário. Nunca os ideólogos do mercado creditaram-lhe, ao homem comum, ao homem-massa, qualquer grande destino redentor ou façanha ideal transformadora do mundo. Nem mesmo acalentaram nele a esperança na imortalidade, alcançada possivelmente depois que as prestações assumidas estivessem quitadas. Como igualmente nunca imaginaram-no capaz de viver numa sociedade harmônica e solidaria, porque nela, provavelmente, morreriam de fastio e tédio


Se entendermos o papel real do dinheiro em nossas vidas, escreve o filósofo Jacob Needleman, não pensaríamos simplesmente em gastar ou poupar. O dinheiro exerce forte influência emocional sobre quem somos e o que jamais teremos. Nossa má vontade em entender os efeitos emocionais e espirituais do dinheiro sobre nós mesmos explica porque temos que saber o preço de tudo, e o valor de nada. Dinheiro tem tudo a ver com a busca de uma vida idealística, e ao mesmo tempo é a raiz de nossas frustrações diárias. Socialmente, dinheiro tem um impacto profundo no preço do progresso. Needleman mostra como o dinheiro lentamente começou a nos assombrar, desde a invenção da moeda nos tempos bíblicos (quando o dinheiro foi criado para resgatar o bem comunitário, não para proveito próprio) até seu aparecimento hipnótico em nossa era obcecada por dinheiro. Trata-se de um livro exrtraordinário que combina mito e psicologia, a poesia dos Sufis com a sabedoria do rei Salomão, juntamente com a busca do autor por sua própria alma e cultura para explicar como o dinheiro pode se tornar uma forma única de auto-conhecimento. Como parte da coleção Currency paperback, o livro inclui um "Manual do Usuário" - uma introdução e guia de discussão criado pelo autor para ajudar os leitores a utilizar de maneira prática os conceitos do livro.

Pra encerrar eu boto essa musica do pink que fala bem o que quero passar!
abraços Rafael

Pink Floyd - Money
Waters
Money, get away.
Get a good job with more pay and you're okay.
Money, it's a gas.
Grab that cash with both hands and make a stash.
New car, caviar, four star daydream,
Think I'll buy me a football team.

Money, get back.
I'm all right Jack keep your hands off of my stack.
Money, it's a hit.
Don't give me that do goody good bullshit.
I'm in the high-fidelity first class travelling set
And I think I need a Lear jet.

Money, it's a crime.
Share it fairly but don't take a slice of my pie.
Money, so they say
Is the root of all evil today.
But if you ask for a raise it's no surprise that
they're
giving none away.

"HuHuh! I was in the right!"
"Yes, absolutely in the right!"
"I certainly was in the right!"
"You was definitely in the right. That geezer was
cruising for a bruising!"
"Yeah!"
"Why does anyone do anything?"
"I don't know, I was really drunk at the time!"
"I was just telling him, he couldn't get into number
2. He was asking
why he wasn't coming up on freely, after I was yelling
and
screaming and telling him why he wasn't coming up on
freely.
It came as a heavy blow, but we sorted the matter out"

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O que vem depois da morte?









Para quem se contenta com respostas prontas para as questões fundamentais da existência humana, também aqui, como em tudo o mais, não precisará fazer nenhum esforço de aprofundamento interior. Só terá o trabalho de escolher. Pois cada religião, seita ou filosofia já tomou a si esse encargo e pôs a disposição dos interessados uma concepção toda particular da vida após a morte, a qual acaba valendo automaticamente para bem determinadas regiões do globo, segundo a área geográfica em que essa crença se disseminou. Assim, à parte incontáveis nuances de denominações e interpretações, a maioria dos ocidentais irá para algum lugar semelhante ao céu ou ao inferno, conforme tenha seguido ou não as diretrizes de sua crença, enquanto que os orientais se desfarão em alguma espécie de nirvana ou se encarregarão de velar pelos que ficaram no mundo dos vivos. Já os materialistas, que apesar de apátridas espirituais são contados aos milhões em todos os países da Terra, vão ao encontro do ansiado (por eles) “nada absoluto”.

No extremo oposto estão aqueles que devotam sua vida em busca da solução dos mistérios insondáveis da vida e da morte, mas que o fazem apoiados exclusivamente no raciocínio, o que já impossibilita de antemão qualquer reconhecimento mais elevado. Como o raciocínio nada mais é do que um produto do cérebro terreno, ele nunca será capaz – em razão de sua própria constituição – de perscrutar coisas que estão acima dos conceitos terrenos de espaço e de tempo. Por isso, os que fazem parte desse grupo não estão em melhores condições do que os primeiramente mencionados, que aceitam placidamente, apaticamente, qualquer esclarecimento transcendental através de terceiros. Nenhum doutorado em teologia serve de salvo-conduto e muito menos de escolta para o além.

Ambos os grupos, na realidade, comungam do mesmo mal, denominado “crença cega”. Denominação essa, a bem dizer, apropriadíssima, já que nenhum dos seus integrantes consegue realmente ver através dos antolhos impostos por uma crença ou estudo rígido, sem vida, edificados exclusivamente sobre ponderações intelectivas. Já em relação aos materialistas não se trata propriamente de antolhos, mas de uma mortalha espiritual tecida com espantoso afinco por eles mesmos, com a qual se envolvem dos pés à cabeça para desfilar pela vida com mal contido orgulho. Não há realmente porque perder tempo nem palavras com esses tais, que diligentemente cavam a sua própria sepultura espiritual. Que prossigam, pois, nessa sua tarefa que lhes parece tão importante, tão edificante, de se enterrarem mutuamente na cova coletiva.

Somente uma parcela ínfima da humanidade encontra-se em condições de perscrutar realmente o que a aguarda do outro lado da vida. São aqueles poucos que ao invés de se curvarem às imposições do cérebro seguem altivos os ditames do coração; são os que procuram ouvir e seguir a voz de seu íntimo, a intuição, em contraposição às ordens do raciocínio. São os que em matéria de fé só aceitam aquilo que podem compreender, e que somente assim permitem que se torne vivo dentro deles. São aqueles efetivamente donos de si mesmos, de seu próprio destino, mas não escravos do intelecto ou de dogmas rígidos. E estes assim libertos são poucos. Infelizmente.

Mas são justamente estes que intuirão, com certeza cristalina, que cada qual por fim só poderá encontrar do outro lado aquilo que ele mesmo forjou para si, através de tudo quanto dele emana, quer se trate de pensamentos, de ações, ou da vontade interior. Nada diferente disso. Saberão, com toda a clareza, que na outra vida simplesmente não pode haver mais nenhuma distinção nem separação de credos de qualquer espécie, nenhuma diferenciação engendrada pelo raciocínio terreno. Lá não há mais ideologias, não há mais hinos nem bandeiras, não há mais dinheiro nem honrarias. Não há mais cristãos, judeus, muçulmanos, espíritas, hinduístas, budistas ou xintoístas, mas tão-somente almas humanas, simples almas humanas que têm de prestar contas de como utilizaram o tempo a elas outorgado aqui na Terra.

Lá não conta mais nenhuma forma exterior de crença cega, mecanicamente decorada, mas apenas a verdadeira crença interior, e na medida exata em que esta é realmente viva no respectivo espírito humano. É o conteúdo, e não a forma, que conta. Naquele mundo o que vale é a legitimidade da veneração ao Criador e a vivacidade da gratidão para com Ele, e não a quantidade de orações recitadas durante os anos terrenos. O que tem valor lá é o verdadeiro amor ao próximo, profundamente intuído, e não o número ou valor das esmolas distribuídas na Terra, como supõem tantos em sua tola esperança, não confessada, de que estas lhes devam ser creditadas de alguma maneira na outra vida, como um investimento metafísico de retorno garantido.

Unicamente uma crença viva, vivificada pela própria pessoa, pode transformar-se em convicção, e unicamente a convicção íntima é capaz impulsioná-la a ascender espiritualmente, a tornar-se um ser humano sempre melhor, preceito que, aliás, sempre foi o fundamento de toda doutrina verdadeira. Somente mais tarde, quando os seguidores e dirigentes dessas puras doutrinas originais resolveram “aperfeiçoá-las” por conta própria, é que este ensinamento tão fundamental foi relegado para o segundo ou até terceiro planos, ou mesmo completamente suprimido. Em seu lugar foram então inseridas as formas vazias de crença cega, que não exigem nenhum esforço de aperfeiçoamento interior e que por isso mesmo sempre receberam calorosa acolhida por parte dos adeptos, em razão de sua crônica indolência espiritual. A cantilena milenar dos dogmas cuidou de embalar seus espíritos, já semi-adormecidos, num seguro sono de morte espiritual.

Somos nós, nós mesmos que produzimos o material com que é formado o mundo em que adentraremos após a nossa morte. Esse material de construção de que dispomos são as ações, os pensamentos e as intuições. São esses os tijolos invisíveis com os quais é construído o tão temido “além”. E não é possível ascender a outros planos da Criação sem entrar primeiro neste mundo e lá permanecer durante algum tempo, mundo este que se encontra mais próximo da nossa Terra de matéria grosseira. Também só estará apto a prosseguir na ascensão espiritual, até o Paraíso, quem puder entrar num mundo belo, correspondentemente mais elevado, construído em conformidade com as leis da Criação, que tudo impulsionam para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento.

Essas leis da Criação, ou leis naturais, são de tal simplicidade, são de tamanha lógica e clareza, que fogem à compreensão do ser humano moderno. Sim, são tão simples que ele não é mais capaz de compreendê-las, impedido que está pelos sofismas de seu raciocínio. E, no entanto, elas perfluem toda a Criação, atuando por conseguinte também aqui embaixo, em nosso pequeno planeta, com idêntica inflexibilidade, imperturbáveis, em seu ritmo eternamente uniforme. Se nos esforçássemos em afastar para o lado aqueles antolhos, por pouco que fosse, de modo a poder perscrutar com espírito livre essas leis da Criação, já seria possível reconhecê-las sem maiores dificuldades.

Sabemos, por exemplo, que numa plantação de arroz não pode brotar nenhum ramo de trigo, e que numa de feijão jamais surgirá um grão de soja. Por isso, se semearmos cardos estamos certos de que não poderá surgir dessa semeadura nem uma única flor sequer. Disso ninguém duvida, de tão óbvio. Contudo, a mesma lei natural que atua aí de modo tão implacável, não admitindo o menor desvio em seus efeitos, essa mesma lei age igualmente sobre o ser humano. Nem poderia ser diferente, já que ele nada mais é também do que um mero fruto da Criação, como tantos outros.

Quando Jesus pronunciou a sentença: “O QUE O SER HUMANO SEMEIA, ISSO ELE COLHERÁ”, estava transmitindo o enunciado dessa lei, denominada “Lei da Reciprocidade”. Essa lei da Criação, que atua tão inflexivelmente em relação às sementes produzidas pela Natureza, a ponto de nem nos darmos conta dela, atua também com a mesma inflexibilidade, com a mesma segurança e implacabilidade em relação às sementes produzidas pelo próprio ser humano, que são as suas intuições, seus pensamentos, suas palavras e suas ações.

Essas sementes humanas são igualmente plantadas no “outro mundo”, de consistência material diferente, mais fina, produzindo também os respectivos frutos, que terão de ser colhidos e degustados obrigatoriamente pelo dono da sementeira, isto é, por quem as gerou. O que este gerador não colher aqui na Terra, como efeito retroativo dessa mesma Lei da Reciprocidade, colherá infalivelmente nesse assim chamado “além”. Após a sua morte ele terá de ir então para o mundo que ele próprio ajudou a formar, através dos efeitos irretorquíveis das leis da Criação, usufruindo alegrias ou padecendo tormentos, lado a lado com almas da mesma espécie que a dele.

Por isso, está nas mãos do próprio ser humano não apenas forjar o seu destino aqui na Terra, mas também escolher categoricamente que tipo de mundo irá habitar depois da morte. Ele mesmo cria para si este mundo de acordo com a sua semeadura, o qual pode ser então agradável, cálido, cheio de luz e alegria... ou o próprio inferno.

Roberto C. P. Júnior é espiritualista, mestre em ciências e autor dos livros: "Vivemos os Últimos Anos do Juízo Final", "Visão Restaurada das Escrituras" e "Jesus Ensina as Leis da Criação", este último disponível em edição impressa. Roberto é membro da Ordem do Graal na Terra.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Hermetismo

    O adágio "Deus escreve certo por linhas tortas" exprime de forma ingênua um conceito coerente com a essência do hermetismo, ao reconhecer que a realidade que transcende ao homem pode manifestar-se de forma ambígua e aparentemente incompreensível.
    Dentro da ampla variedade de conhecimentos espirituais reunidos sob o nome de esoterismo, hermetismo designa sobretudo os conhecimentos que dizem respeito à esfera cósmica, por oposição à esfera divina ou puramente espiritual, a que ela conduz como um estágio preparatório. O hermetismo não se ocupa diretamente de temas espirituais -- Deus, infinitude, eternidade etc. -- mas sim do aspecto espiritual da natureza, do cosmos e da matéria, considerados como pontes sem cuja travessia o espiritual é inacessível ao homem. Não trata do espírito, mas da espiritualização.
    Seu campo de atuação é duplo: de um lado, busca elevar o homem ao conhecimento do divino por meio do conhecimento das leis naturais em que se expressa sutilmente uma intencionalidade divina. O preceito alquímico lege, lege, relege et invenies ("lê, lê, relê e encontrarás") refere-se menos aos livros do que à natureza mesma, considerada como uma criptografia divina. Decifrar essa criptografia permite "refazer" o homem, tanto na alma como no corpo. De outro lado, a tradição hermética crê que, assim fazendo, não beneficia apenas o homem, mas enobrece a natureza e a própria matéria, espiritualização do cosmos. A transformação do chumbo em ouro designa assim, inseparavelmente, o enobrecimento da matéria e do homem, e é esta inseparabilidade, esta unidade dos conhecimentos físicos e espirituais, que mais tipicamente caracteriza a tradição hermética.
    Usado às vezes em sentido genérico, para designar quaisquer conhecimentos dessa índole (e nesse caso pode-se falar, por exemplo, de um hermetismo chinês, ou hindu), o termo é mais freqüentemente empregado para nomear a vertente greco-romana (e, por herança, européia e islâmica) dessa tradição.
    O hermetismo em sentido estrito surgiu no final da época helenística, afirmando-se como uma revivescência de um legado egípcio. Compunha-se, como seu antepassado, de um complexo de conhecimentos em que se destacavam a astrologia, a alquimia e a magia. Segundo essa tradição, o deus egípcio Thot (Hermes para os gregos, Mercúrio para os romanos), teria sido o portador dos primeiros conhecimentos que os homens receberam sobre a matemática, a escrita e as ciências da natureza em geral (sem esquecer que, nessa perspectiva, a natureza é encarada sempre como manifestação do espírito, e não como território puramente "material" isolado).
    O deus Thot, em forma de mandril e como padroeiro dos escribas. Thot (Hermes na Grécia) teria transmitido ao homem os primeiros conhecimentos herméticos.

Hermetismo (LITERATURA).

Tendência das obras de arte cujo sentido é oculto e impenetrável para o leitor comum e acessível apenas a iniciados.

Italiana, literatura ; Mallarmé, Stéphane ; Montale, Eugênio ; Quasimodo, Salvatore ; Ungaretti, Giuseppe

"Adagas cujas jóias velhas galas... / Opalesci amar-me entre mãos raras, / E fluido a febres entre um lembrar de aras, / O convés sem ninguém cheio de malas..." Esses versos, do poema "Passos da Cruz", do poeta português Fernando Pessoa, podem ser considerados exemplo de hermetismo.
O conceito de hermetismo em literatura é análogo ao utilizado na filosofia e nas ciências esotéricas. Refere-se portanto à obra de arte cujo sentido é fechado, secreto, impenetrável, oculto, indecifrável para o leitor comum e acessível apenas para os iniciados. O hermetismo nem sempre é intencional, e tanto pode decorrer da complexidade da mensagem, quanto do desejo que um artista ou um grupo sinta de renovar técnicas de expressão que considere banalizadas. Historicamente, liga-se mais à poesia que à prosa.
Encontram-se na literatura da Idade Média (séculos XII e XIII) as primeiras expressões do hermetismo. Na poesia provençal existiu o trobar clus, ou trobar escur, trobar cobert, poetar fechado, em oposição ao trobar leu, ou poetar ligeiro. Dante Alighieri, com Rime petrose, e Guido Cavalcanti, com suas canções, praticaram o dolce stil nuovo, de difícil penetração.
Na poesia barroca, o exemplo mais típico surgiu na Espanha, com o culteranismo de Luis de Góngora, que se caracteriza pelo preciosismo e sintaxe complexa. A censura atingiu os metaphysical poets ingleses, John Donne, George Herbert, Richard Crashaw e Andrew Marvell por suas "sutilezas escolásticas".
No pós-romantismo, um exemplo de hermetismo são Les Chants de Maldoror, do poeta francês Lautréamont, pela ambigüidade e o hiper-romantismo, tal como a obra de outro poeta francês, Stephane Mallarmé.
A poesia moderna, pela influência dos simbolistas, foi por vezes hermética. Por necessidade de expressão e renovação da linguagem poética, grandes poetas do século XX, como Paul Valéry, William Butler Yeats, Rainer Maria Rilke, Ezra Pound, Jorge Guillén e T. S. Eliot foram herméticos. Eugenio Montale e Salvatore Quasimodo usaram o hermetismo para manter a independência de sua poesia, na ditadura fascista. Na poesia brasileira, são exemplos de hermetismo algumas criações de Jorge de Lima e Murilo Mendes.


quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Homos Sapienses

O ser humano pode ser definido em termos biológicos, sociais e consciência. Biologicamente, os humanos são classificados como a espécie Homo sapiens (latim para homem sábio, homem racional), um primata bípede pertencente à superfamília Hominoidea juntamente com outros símios: chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e gibões, além de outras espécies actualmente extintas. O Homo sapiens também pertence à família hominidae, família à qual também pertence o chimpanzé e outros.

Os humanos adoptam uma postura erecta que possibilita a libertação dos membros anteriores para a manipulação de objectos, possuem um cérebro bem desenvolvido que lhes proporciona as capacidades de raciocínio abstracto, linguagem e introspecção.

A mente humana tem vários atributos distintos. É responsável pela complexidade do comportamento humano, especialmente a linguagem. A curiosidade e a observação científica levaram ao aparecimento de uma variedade de explicações para a consciência e a relação entre o corpo e a mente. A Psicologia (especialmente a Neuropsicologia) tenta estudar estas manifestações e relações sob o ponto de vista científico. As perspectivas religiosas geralmente enfatizam a existência de uma alma como sendo a essência do ser, normalmente associada à crença e adoração de Deus, deuses ou espíritos. A Filosofia tenta sondar as profundezas de cada uma destas perspectivas. A Arte, a Música e a Literatura são muitas vezes usadas como forma de expressão deste conceitos e sentimentos.

O ser humano é uma espécie eminentemente social. Criam estruturas sociais complexas, compostas de muitos grupos cooperantes e competidores. Estas estruturas variam desde as nações até ao nível da família, desde a comunidade até ao eu. A tentativa de compreender e manipular o mundo à sua volta, possibilitou aos humanos desenvolverem tecnologia e ciência como um projecto comum e não individual. Estas instituições levaram ao aparecimento de artefactos partilhados, crenças, mitos, rituais, valores e normas sociais que, no conjunto, formam uma cultura de grupo.


Terminologia

Mulher Inuit (1907)
Mulher Inuit (1907)

No geral, a palavra pessis é utilizada quando se quer referir a um grupo específico de indivíduos.

No entanto, quando se quer referir a um grupo que possui semelhança étnica, cultural ou de nacionalidade, utiliza-se o termo povo (exemplos: povo índio, povo falante de português).

O macho juvenil desta espécie é denominado rapaz, (no Brasil, também podendo ser usado o termo "moço"). À fêmea juvenil dá-se o nome de rapariga, (no Brasil, esse termo é considerado pejorativo, e é usado normalmente o termo "moça"). O termo Homem, com inicial maiúscula, é geralmente utilizado para referir o conjunto de todos os seres humanos (em contraste com homem, o macho da espécie), tal como o termo humanidade, raça humana ou gênero humano. O termo humano é utilizado como sinónimo de ser humano. Como adjectivo, o termo humano, tem significância neutra, mas poderá ser utilizado para enfatizar os aspectos positivos da natureza humana e ser sinónimo de benevolência (em contraposição com o termo inumano ou desumano).

Por vezes, em Filosofia, é mantida uma distinção entre as noções de ser humano (ou Homem) e de pessoa. O primeiro refere-se à espécie biológica enquanto que o segundo refere-se a um agente racional (ver, por exemplo, a obra de John Locke, Ensaio sobre o Entendimento Humano II 27, e a obra de Immanuel Kant, Introdução à Metafísica da Moral). Segundo a perspectiva de John Locke, a noção de pessoa passa a ser a de uma coleção de acções e operações mentais. O termo pessoa poderá assim ser utilizado para referir animais para além do Homem, para referir seres míticos, uma inteligência artificial ou um ser extraterrestre. Uma importante questão em Teologia e na Filosofia da religião concerne em saber se Deus é uma pessoa.

Em latim, humanus é a forma adjectival do nome homo, traduzido como Homem (para incluir machos e fêmeas).


O inicio do pensamento, inicio dos tempos modernos, das descobertas, dos misterios e segredos.
Aqui vou tentar falar um pouco sobre essas perguntas que nos intrigam e agoniam todos os dias de nossa vida..


Madnickelbag